Acordo com a penske entertainment mantém fornecedoras atuais na transição para os novos V6 2.4 híbridos que estreiam com o chassi IR28
A Fórmula Indy deve manter sua estabilidade técnica para o próximo ciclo regulatório. Chevrolet e Honda chegaram a um acordo com a Penske Entertainment para permanecer como fornecedoras de motores da categoria além da temporada 2026.
De acordo com múltiplas fontes ouvidas pelo site RACER, o anúncio oficial das extensões contratuais está em preparação e encerra um longo período de especulações sobre a permanência das duas montadoras no campeonato.
Pelo acerto, ambas seguirão utilizando os atuais motores V6 biturbo híbridos de 2,2 litros durante 2027, ano considerado de transição, antes da introdução do novo pacote técnico previsto para 2028. A partir daí, a categoria adotará os novos V6 biturbo híbridos de 2,4 litros, desenvolvidos especificamente para equipar o futuro chassi Dallara IR28.
Embora a duração dos contratos ainda não tenha sido detalhada, historicamente os acordos na IndyCar giram em ciclos de três temporadas. Nos bastidores, a expectativa é que o compromisso cubra o último ano do atual motor e pelo menos três temporadas completas com a nova geração, entre 2028 e 2030.
Para as fabricantes, a definição antecipada do regulamento permite acelerar o cronograma de desenvolvimento. A Chevrolet, por meio da Ilmor Engineering, e a Honda, através da Honda Racing Corporation U.S., já trabalham na fase final dos novos projetos, com unidades destinadas aos primeiros testes do IR28 ainda este ano.
Outro ponto relevante envolve o lado comercial e político da operação. A Penske Entertainment ofereceu às duas montadoras participação no sistema de charters, modelo que garante vagas fixas no grid às equipes. Segundo o RACER, Chevrolet e Honda devem receber um charter cada, o que abre espaço para possíveis programas oficiais de fábrica, além de benefícios estruturais dentro da categoria.
A permanência das duas marcas representa um movimento importante para a Indy neste momento de reformulação técnica. Com o novo carro, novos motores e calendário em expansão, manter a base atual de fornecedores evita riscos esportivos e financeiros e garante continuidade ao campeonato no início da próxima era.
Na prática, é o tipo de decisão que a Fórmula Indy precisava tomar antes de pensar em crescer. Antes de buscar um terceiro fabricante ou prometer revoluções técnicas, assegurar Chevrolet e Honda no projeto do IR28 significa preservar competitividade, controle de custos e previsibilidade para as equipes. Em um momento de transição regulatória, estabilidade vale mais do que ousadia — e a categoria parece ter entendido isso.
