ARROW MCLAREN INAUDGURA NOVA SEDE E APRESENTA AS CORES PARA 2026

  • Leonardo Alves
  • 4 de fevereiro de 2026
  • 21:16

Os Papaya tem casa nova e deixam claro: agora a meta é brigar por títulos na Fórmula Indy

A Arrow McLaren transformou a inauguração do seu novo quartel-general em Indianápolis em algo maior do que uma simples cerimônia corporativa. O que se viu foi praticamente um manifesto público de ambição. Diante de convidados, parceiros, executivos, pilotos e transmissão ao vivo, a equipe abriu oficialmente as portas do McLaren Racing Center, apresentou as pinturas para 2026 e deixou escapar, nas entrelinhas — e em várias falas diretas — que o tempo de coadjuvante ficou para trás.

Quem conduziu a noite foi Jamie Little, da FOX Sports, que resumiu bem a mudança de patamar ao comparar com a antiga base da equipe:
“Estive na instalação antiga há dois meses e vocês estavam espremidos. Isso aqui é inacreditável. É outro nível”, afirmou, olhando para o novo complexo lotado.

O prédio, comprado da Andretti Global em 2024, foi reformado e ampliado em ritmo acelerado. A área saltou de cerca de 2.800 m² para aproximadamente 8.000 m², reunindo engenharia, montagem, áreas técnicas, academia própria, salas de simulação e integração tecnológica com os programas globais da McLaren. Para Kevin Thimjon, presidente da equipe, a entrega simboliza uma virada estrutural:
“Este evento marca um grande marco e o início de um novo capítulo para a Arrow McLaren. Queríamos que o prédio respirasse McLaren, que fosse moderno, tecnológico e um verdadeiro lar para nossa operação na América do Norte.”

Mas foi Tony Kanaan, agora chefe de equipe, quem deu o tom mais emocional — e direto — da mudança.
“Ambiente de trabalho é tudo. Saímos de 2.800 para 8.000 metros quadrados. Mais espaço, mais conforto, tudo pensado com paixão por quem trabalha aqui. Esta é a nossa casa. É daqui que vamos correr e é para cá que queremos voltar para celebrar vitórias”, declarou o campeão da Indy 500.

A palavra “vitória”, aliás, apareceu o tempo todo.

No discurso de Zak Brown, CEO da McLaren Racing, o recado foi estratégico. Para ele, a Fórmula Indy não é um projeto secundário, mas parte central do plano global da marca:
“Somos a única equipe a conquistar a Tríplice Coroa — Mônaco, Le Mans e Indy 500 — mas fizemos isso em décadas diferentes. Queremos repetir isso agora, na era papaya. A América do Norte é um mercado enorme para nós. Amamos a IndyCar. Planejamos vencer as 500 Milhas muito em breve.”

A presença política também reforçou o peso do investimento. O prefeito de Indianápolis, Joe Hogsett, exaltou o impacto local:
“Aqui é a capital mundial das corridas. O mês de maio é o coração da nossa cidade. Ter uma equipe desse tamanho expandindo sua base em Indianápolis é algo natural. Estamos orgulhosos de receber esse investimento.”

Dentro da equipe, o sentimento é de que a estrutura finalmente acompanha a ambição. Depois de uma temporada 2025 com 12 pódios e as melhores posições da história recente no campeonato, os pilotos falaram menos em evolução e mais em brigar por troféus grandes.

Pato O’Ward foi direto:
“Dá para sentir que agora temos tudo o que uma equipe campeã precisa ter. As ferramentas estão aqui. O ambiente é de time que luta por título.”

Christian Lundgaard seguiu a mesma linha:
“É impossível não se motivar entrando aqui. Você percebe o nível do investimento. Isso passa confiança para todo mundo. Queremos mais do que bons resultados — queremos vencer.”

O dinamarquês ainda citou a empolgação com novas praças do calendário, como Arlington e Washington DC, destacando como a Fórmula Indy vive um momento de expansão e imprevisibilidade.

Mesmo ausente, Nolan Siegel enviou mensagem em vídeo, direto de Dubai, pedindo desculpas por não comparecer:
“Queria muito estar aí. Estou correndo fora para me preparar melhor para a temporada. Isso faz parte do nosso crescimento.”

A FOX, parceira de mídia da categoria, também ganhou agradecimentos públicos pela promoção intensa do campeonato, algo que a própria equipe reconhece como fundamental para ampliar sua presença no mercado americano.

No fim da noite, vieram os novos uniformes — agora com a Puma — e a revelação das pinturas dos carros para 2026. Bonitos? Sim. Mas o que mais chamou atenção foi o discurso coletivo de cobrança interna.

A sensação é clara: a Arrow McLaren cansou de ser “promissora”. Agora quer ser protagonista.

Estrutura, orçamento, nomes fortes no comando e pilotos consolidados não faltam mais. A partir da abertura da temporada, em St. Petersburg, a conversa muda de inauguração para desempenho.

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