MCLAREN VENCE PALOU FORA DAS PISTAS

  • Leonardo Alves
  • 23 de janeiro de 2026
  • 11:01

Justiça concede indenização milionária à McLaren, e Alex Palou se diz decepcionado com a decisão da corte.

A longa disputa judicial entre McLaren e Alex Palou teve um desfecho financeiro importante nesta semana, com o time britânico sendo indenizado em cerca de R$ 63,4 milhões (aproximadamente US$ 12 milhões) pela quebra de contrato em 2023. Embora não tenha obtido tudo o que buscava, a decisão representa uma vitória relevante fora das pistas contra o atual campeão da Fórmula Indy, que optou por continuar na Chip Ganassi Racing em vez de honrar o acordo com a McLaren até o fim de 2026.

O cerne do caso envolvia um contrato que fixava Palou na equipe até o fim de 2026, com opção para 2027, incluindo também funções no programa de Fórmula 1. A McLaren argumentou prejuízos concretos com patrocínios, bônus comerciais e ajustes contratuais necessários após a recusa de Palou. A Justiça reconheceu grande parte desses argumentos, concedendo R$ 28,5 milhões (≈ US$ 5,38 mi) referentes às temporadas de 2024–2026 e R$ 5,0 milhões (≈ US$ 950 mil) para 2027. A equipe ainda recebeu mais de R$ 10,5 milhões (≈ US$ 2 mi) por receitas perdidas com desempenho e outros R$ 10,5 a R$ 13,2 milhões (≈ US$ 2–2,5 mi) referentes a patrocinadores impactados pela saída de Palou. Além disso, foram aceitos R$ 6,9 milhões (≈ US$ 1,3 mi) ligados ao aumento de salário de Pato O’Ward e mais R$ 2,6 milhões (≈ US$ 500 mil) por bônus que a McLaren teria perdido por não contar com um piloto do nível originalmente contratado.

As reações ao julgamento mostram as diferentes interpretações do caso. Zak Brown, CEO da McLaren Racing, afirmou que a equipe cumpriu integralmente suas obrigações e mereceu a compensação. Já Palou disse estar “decepcionado” com qualquer valor concedido, ressaltando que as alegações ligadas à F1 — que chegavam perto de US$ 15 mi (≈ R$ 79,3 milhões) — foram totalmente rejeitadas. O espanhol ainda questionou se a McLaren teria sofrido algum prejuízo real, mencionando que a equipe acabou ganhando valor com quem o substituiu — uma alusão indireta ao desenrolar que envolveu David Malukas, Théo Pourchaire e, por fim, Nolan Siegel.

Do ponto de vista esportivo, o caso segue curioso: a McLaren sai com uma vitória financeira, mas Palou permanece competitivo e no coração da melhor equipe da categoria. Esse episódio deixa claro que contratos e disputas fora da pista agora também caminham lado a lado com rivalidades no traçado. A McLaren obteve reparação, Palou manteve sua posição esportiva, e a briga fora das pistas pode ter efeitos que reverberam mais do que qualquer declaração pública.

Fonte: Scott Mitchell-Malm -The Race.

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